O Método

Ler o sistema craniomandibular como uma unidade funcional.

INOS é um método de exame clínico ampliado. Articula ATM, oclusão funcional, cadeias musculares e postura cervical na primeira consulta — em terminologia precisa e em rotina aplicável. Ensina-se em três dias presenciais.

O que é o INOS

O INOS é uma framework de leitura clínica integrada. Reúne, num único exame de primeira consulta, quatro eixos que a formação dentária tradicional articula em separado ou subtrata: palpação muscular (masseter, temporal, esternocleidomastoideo), avaliação funcional da ATM, leitura sistemática de desgaste oclusal posterior, e observação postural cervical básica.

Não é um curso de oclusão. Não é um curso de DTM. Não é um conjunto de procedimentos novos. É a framework que liga o que o médico já sabe fazer — em peças isoladas — num exame integrado que cabe no tempo da primeira consulta normal.

Aplica-se na cadeira do dia seguinte ao fim da formação. O médico mantém o seu critério clínico. O INOS é a sequência de leitura que estrutura esse critério.

A queixa que entrou tem origem frequente fora do dente que dói. Mapear essa origem na primeira consulta é o que separa o plano que resolve do plano que recidiva.
Os três princípios

Três deslocamentos no exame clínico. Cada um aplicável de forma isolada.

01

Examinar a função, não só a peça.

A primeira consulta INOS adiciona quatro gestos ao exame que o médico já faz: palpação bilateral dos masseteres e temporais, teste de abertura e excursões da ATM, leitura sistemática de desgaste oclusal nos posteriores, e observação postural cervical em posição de repouso e em fonação. Os quatro juntos demoram entre 4 e 7 minutos. Detectam, na consulta inicial, quadros funcionais que de outra forma ficariam por mapear até à recidiva — bruxismo subclínico, DTM em fase compensada, sobrecarga muscular cervical com referida facial.

02

Articular a oclusão com a queixa.

A queixa que o paciente trouxe (a cárie, a peça partida, o sangramento) trata-se na sua sede própria. Mas o método ensina a articulação entre essa queixa e o quadro funcional que frequentemente a sustenta: o desgaste oclusal posterior que escapou de duas consultas anteriores, a hipertonia masseter unilateral, o desvio de abertura em C que ninguém testou. O INOS não substitui o critério clínico do médico — dá-lhe um mapa de leitura que torna esse critério mais completo.

03

Comunicar a leitura clínica ao paciente.

Após o exame ampliado, o médico devolve ao paciente uma leitura integrada do seu próprio quadro: o que se vê, o que se sente à palpação, o que aparece no padrão de desgaste, e como tudo isto explica (ou não) a queixa que trouxe. O paciente sai a perceber a sua condição funcional — não apenas a sua cárie. É esta compreensão que muda a forma como o plano de tratamento é recebido, sem precisar de qualquer técnica de venda.

Aplicação clínica

O que o médico leva para a cadeira ao terminar a formação.

Cada princípio do INOS materializa-se num entregável clínico aplicável na primeira consulta do dia seguinte:

Protocolo de Exame Ampliado

Sequência clínica de 4 a 7 minutos adicionada à primeira consulta. Inclui palpação muscular, teste de excursões da ATM, leitura sistemática de desgaste oclusal posterior e observação postural cervical básica.

Grelha de Articulação Clínica

Mapa de leitura que cruza queixa apresentada com achados do exame ampliado. Ensina a articular bruxismo, DTM, sobrecarga muscular e desgaste oclusal com a sintomatologia que o paciente trouxe.

Plano de Tratamento Integrado

Estrutura clínica do plano que respeita a sequência funcional. Resolve a queixa, estabiliza o quadro funcional, e propõe seguimento da condição sistémica que sustenta a queixa.

Protocolo de Comunicação Clínica

Sequência de devolução ao paciente. Como traduzir achados clínicos em linguagem que ele entende, sem desvirtuar a precisão técnica. Aplicável na própria consulta de exame.

Perguntas clínicas frequentes

O que médicos dentistas perguntam antes de inscrever-se.

É um curso de DTM ou de oclusão?

Não. O INOS é um método de exame clínico ampliado. A oclusão funcional e a DTM aparecem como eixos de leitura — não como sub-especialidades isoladas. O médico que termina a formação não passa a ser especialista em DTM; passa a ter um mapa de exame que permite identificar quadros funcionais relevantes na primeira consulta, decidir o que trata na própria clínica e o que encaminha.

Funciona em casos de bruxismo crónico complexo?

O método ajuda a identificar bruxismo subclínico e padrões de desgaste compensados que tradicionalmente escapam à primeira consulta. Para casos crónicos complexos com sintomatologia avançada, o método estrutura a primeira leitura clínica e a articulação com o paciente — o tratamento subsequente segue o protocolo clínico que o médico considere apropriado, dentro do seu repertório técnico.

Quanto tempo leva o exame ampliado na consulta?

Entre 4 e 7 minutos, integrados na primeira consulta. Em clínicas que estabilizaram a rotina, o exame ampliado deixa de aumentar o tempo total — passa a substituir gestos isolados que estavam dispersos pela consulta.

Preciso de equipamento específico?

Não. Todo o exame INOS é feito com os dedos do médico, com o espelho que já está na cadeira, e com observação directa do paciente. Não exige eletromiógrafo, axiógrafo, ATM-CADCAM ou qualquer equipamento auxiliar. Quando esses meios estão disponíveis, integram-se naturalmente na grelha de leitura — mas não são pré-requisito.

O método aplica-se a todos os pacientes?

Aplica-se a todas as primeiras consultas adultas em medicina dentária generalista. Em pediátrica e em casos cirúrgicos primários puros (extracções urgentes, traumatologia aguda), a sequência adapta-se. A formação aborda explicitamente os casos em que o exame ampliado completo não é prioritário.

Quem é o autor do método?

Leonardo Machado. Fisioterapeuta de formação, com especialização clínica na função muscular e articular do segmento crânio-cervico-mandibular. Não é médico dentista. O método foi construído em trabalho de campo ao lado de dentistas em mais de 30 clínicas portuguesas, desde 2023. O Leonardo ensina a framework de leitura; o exame clínico e o tratamento são exclusivamente feitos pelo médico.

Funciona para clínicas de convénio?

Sim. O exame ampliado é independente do modelo económico da clínica. O que muda é o que a clínica faz com a leitura clínica obtida. Em clínicas com agenda dominante de convénio, o método tende a evidenciar quadros funcionais que justificam tratamento fora do convénio — cabe à clínica decidir como propor.

O método tem certificação académica?

A formação INOS Dentistas não conferiu até hoje certificação académica oficial. Está em discussão a acreditação junto da Ordem dos Médicos Dentistas; informação será actualizada nesta página quando houver decisão. O foco da formação é a aplicabilidade clínica imediata, não a creditação académica formal.

É um método português?

Sim. Foi construído no contexto da prática clínica portuguesa, em colaboração com médicos dentistas portugueses. Aplica-se em primeiro lugar no mercado lusófono. Edição-piloto em São Paulo prevista para Setembro 2028.

Aprender a aplicar

Próxima edição da formação clínica.

Porto · 14-16 Maio 2027 · 3 dias presenciais · 12 vagas · €1.500

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